sábado, 23 de agosto de 2014


REGIÃO SUL

23/08/2014: No extremo sul do RS: nublado com pancadas de chuva. No sudoeste do RS: possibilidade de pancadas de chuva. No sul do RS: variação de nuvens e pancadas de chuva. No nordeste do PR: predomínio de sol. No interior do PR e leste de SC: sol e poucas nuvens. Nas demais áreas da região: variação de nuvens. Temperatura estável. Temperatura máxima: 30ºC no norte do PR. Temperatura mínima: 10ºC nas áreas de serra.

24/08/2014: Nos sul do RS: nublado com pancadas de chuva. No centro-leste do RS: pancadas de chuva localizadas. Nas demais áreas do RS: variação de nuvens. Nas demais áreas da região: sol e poucas nuvens. Temperatura estável.

Tendência: No centro-sul do PR, em grande parte de SC e norte do RS: nublado com pancadas de chuva. Nas demais áreas do RS: muitas nuvens e chuva. Nas demais áreas da região: predomínio de sol. Temperatura em declínio na região.

Elaborado pela Técnica em Meteorologia Camilla Correia.


Atualizado 22/08/2014 - 23h26
RONDA ALTA-RS


Condições Atuais
IUV com Nuvem
23/08/2014 06h00
Sábado - 23.08.2014
Dados de Modelo
Domingo - 24.08.2014
Dados de Modelo
Segunda-feira - 25.08.2014
Dados de Modelo
Terça-feira - 26.08.2014
Dados de Modelo
Quarta-feira - 27.08.2014
Dados de Modelo
Quinta-feira - 28.08.2014
Dados de Modelo
Obs: As horas apresentadas não são corrigidas para o horário de verão. Fonte: INPE/CPTEC

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Um mês após o 7 a 1, futebol brasileiro segue perdido

Por Rodrigo Martins – Carta Capital 
Bom Senso FC
Mesmo depois do massacre sofrido diante da Alemanha, ninguém sabe como salvar o esporte


Um mês após a Seleção sofrer a maior goleada de sua história em uma Copa do Mundo, não há o mais pálido sinal de mudança nas estruturas do futebol brasileiro. De pires na mão, os clubes lutam para sair do atoleiro financeiro e renegociar suas bilionárias dívidas. Times tradicionais, o Botafogo entre eles, não conseguem honrar nem mesmo o salário dos jogadores. No Campeonato Brasileiro, a melhora do público (a média cresceu de 12 mil para 17 mil por partida após o Mundial) não compensa o custo dos novos estádios.

A Seleção permanece à deriva. Em seu simulacro de reforma, a CBF resgatou do limbo o técnico Dunga e escolheu como novo coordenador Gilmar Rinaldi, ex-agente de jogadores. Diante desse nebuloso cenário, os únicos sinais de esperança vêm de projetos de lei que buscam mais transparência e disciplina na gestão dos clubes e federações. Os avanços mais significativos são, porém, sistematicamente boicotados pela Bancada da Bola no Congresso.

Em 2013, Argello foi relator da Medida Provisória  nº 615, que possibilitou aos clubes em atraso com a Timemania negociar o retorno à Loteria Federal. Naquele período, o senador foi procurado pela ONG Atletas pela Cidadania, que pediu para incluir no texto uma emenda com regras de transparência para os clubes e federações, entre elas a limitação dos mandatos de dirigentes esportivos em quatro anos, com direito a apenas uma reeleição. Argello recusou-se a acatar a sugestão.

“Não será fácil vencer o lobby da CBF, mas é indispensável criar mecanismos de fiscalização”, afirma Rodrigues. “A Lei Geral da Copa definiu que a CBF goza de isenções fiscais. Além disso, ela representa o País em competições internacionais e beneficia-se dos estádios públicos de futebol. Portanto, deve prestar contas à sociedade.”


Em tramitação na Câmara, outro projeto desperta grande expectativa: a recém-batizada Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte. O projeto original, conhecido como Proforte, previa o parcelamento da dívida tributária dos clubes no prazo de 20 anos, com descontos de até 25% em caso de antecipações no pagamento. Além disso, 90% dos débitos poderiam ser trocados por prestação de serviços, como a formação de atletas para modalidades olímpicas ou atividades de iniciação esportiva.

“Do jeito que estava, era uma ampla anistia aos clubes devedores. Após promover diversas audiências públicas, me convenci de que era necessário descartar o texto original e apresentar um projeto substitutivo”, explica o deputado Otavio Leite, do PSDB, relator em uma comissão especial dedicada ao tema. Pela atual proposta, os clubes e federações esportivas terão um prazo de 25 anos para quitar suas
dívidas com a União, em parcelas corrigidas pela Taxa de Juros de Longo Prazo. Para aderir ao refinanciamento, as entidades terão, no entanto, de assumir compromissos de responsabilidade fiscal.

Mandatos de até quatro anos e uma única possibilidade de reeleição estão previstos no texto. Os dirigentes seriam proibidos de antecipar receitas que ultrapassem o período de sua administração. Em caso de gestão temerária, podem ser responsabilizados na Justiça. Além disso, os clubes ficam obrigados a expor as contas na internet e a respeitar os contratos de trabalho. “Sem essas contrapartidas, daqui alguns anos eles estariam de volta, em busca de novo socorro”, diz Leite.


A situação é realmente dramática. Os 24 maiores clubes de futebol encerram 2013 com um endividamento líquido de 5,6 bilhões de reais, segundo um levantamento da consultoria BDO. À época, as dívidas tributárias eram superiores a 2,7 bilhões (gráfico ao lado). “Muitos clubes correm risco de não virar o ano se não renegociar seus débitos. Aliás, vários deles estão tecnicamente falidos”, alerta Pedro Daniel, responsável pela área de esportes da BDO. Não é exagero. Recentemente, o presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, admitiu que o clube está com 100% das receitas penhoradas.

Até a audiência das transmissões na tevê aberta está em queda livre, o que levou a Globo a se aproximar dos dirigentes de clubes no início de agosto para propor mudanças no formato do Campeonato Brasileiro. A emissora propõe a volta do anacrônico sistema de mata-mata, em substituição ao modelo de pontos corridos. Pelos direitos de transmissão dos jogos, a Globo distribuiu aos 24 maiores clubes do Brasil mais de 1 bilhão de reais em 2013, atesta a BDO. O Flamengo, com 110,9 milhões, e o Corinthians, com 102,5 milhões, figuram no topo da lista. Os dois times, contudo, não garantem a mesma audiência do passado. No domingo 3, o fraco empate sem gols entre Coritiba e Corinthians registrou 13 pontos para a emissora no Ibope. Cada ponto equivale a 62 mil domicílios em São Paulo.


Apesar de defender uma gestão mais profissional do esporte, o movimento Bom Senso F.C., que reúne mais de mil jogadores profissionais de futebol, critica a atual redação da Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo o texto do deputado Leite, os clubes terão de apresentar, a cada início de temporada, Certidões Negativas de Débitos (CND). Quem não tiver com as contas em dia pode ser punido com o rebaixamento.

Os atletas se queixam da fragilidade desse mecanismo de fiscalização. “Mesmo o Flamengo, na crise financeira em que se encontra, consegue apresentar a CND e receber o patrocínio da Caixa. Tudo continuará exatamente como está”, desabafou pelas redes sociais o zagueiro Paulo André, um dos líderes do Bom Senso. O grupo reivindica uma vistoria trimestral dos contratos de trabalho e um acompanhamento semestral do déficit dos clubes, com punições progressivas em caso de descumprimento da lei, de simples advertências a multas e impedimento de disputar campeonatos oficiais.

Leite assegura: quem descumprir as regras perderá o benefício do parcelamento da dívida. “Não descarto a possibilidade de aperfeiçoar o texto, inclusive com emendas sugeridas pelo Bom Senso. Só fico preocupado com a demora. Os clubes estão à beira da falência.”


Postado por Valério Bernardi

BOMBA DE CHIMARRÃO PODE SER UMA BOMBA

Desfrutar um gostoso chimarrão exige certos cuidados. Ao contrário do que muitos imaginam, a água quente utilizada na bebida não impede que a bomba sirva de meio de transporte para bactérias. Tampouco as bombas com bocal de ouro são imunes a micro-organismos, como pregam os mais velhos. É o que descobriram acadêmicos de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).  “Como a cavidade bucal é acessível à introdução de diferentes tipos de micro-organismos, decidimos avaliar o grau de contaminação do bocal das bombas. Além disso, os estudantes de Medicina Veterinária são desafiados a pesquisas relacionadas a problemas de saúde pública”, explica o professor Carlos Augusto Mallmann, que coordenou o estudo. Foram analisados 24 exemplares desse utensílio que não pode faltar ao gaúcho. Todos apresentaram bactérias, independente do material no qual seus bocais haviam sido confeccionados: ferro, prata, ouro ou alpaca.   “Os alunos, do 8º semestre, saíram a campo levando tubos de água peptonada. sempre que encontravam alguém tomando chimarrão, mergulhavam a bomba nesse líquido”, conta Mallmann. As amostras foram divididas em três grupos. No primeiro, a colheita foi feita imediatamente após o último mate. No segundo, antes de o mate ser servido e logo depois do último. No terceiro grupo, antes de a bebida ser servida; após a escaldagem do bocal com água fervida e antes do início do consumo; e após o último chimarrão.  O material foi encaminhado ao Laboratório de Bacteriologia Veterinária da UFSM, onde foi cultivado em Placas Petrifilm AE – para a contagem de aeróbios – por 48 horas. No ato da coleta, três perguntas foram feitas aos usuários: número de pessoas que estavam tomando chimarrão, composição do bocal da bomba e quantidade de litros d’água consumidos. COLÔNIAS – Os resultados revelaram que, mesmo antes de ser usada, a bomba de chimarrão já apresenta colônias de bactérias. Essa contaminação é ambiental ou de mateadas anteriores. Os índices decrescem após a passagem de água quente, mas a recolonização pode ocorrer devido aos “bichinhos” provenientes da microflora bucal dos usuários. Porém, esse evento ocorre de forma mais lenta quando é feita a escaldagem. A verificação dos tipos de bactérias mais comuns nas bombas ainda está sendo feita. Conforme o professor Carlos Augusto Mallmann, é possível que outro trabalho avalie, no futuro, os índices de vírus nesses utensílios. Mas, por enquanto, o importante é saber que há contaminação no bocal de bombas, possibilitando que a população adepta ao chimarrão adquira doenças transmissíveis via oral, já que nem todos os micro-organismos morrem pela temperatura da água do mate.
FONTE:GAZETA DO SUL                                                                                                                                    POSTAGEM: ROGÉRIO DOS REIS 

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

POSTO BEDIN 5 ANOS DE TRABALHO EM RONDA ALTA


Oposto Bedin, comemorou neste 20 de agosto seu aniversário, 5 anos marcam o trabalho desta empresa em nossa comunidade, pela manha nossa reportagem esteve na empresa que realizou o sorteio de 20 prêmios, um brinde para esta importante data comemorada pela família e por nossa comunidade, em entrevista  a Rádio Navegantes O diretor da empresa  Alceu Bedim agradeceu a todos, que por mais um ano, utilizaram os produtos e serviços da empresa, com um muito obrigado, nossos parabéns em nome da emissora aos nossos parceiros por esta importante data comemorada.


POSTAGEM : ROGÉRIO DOS REIS

Especialistas debatem estratégias de combate à pirataria


Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto
Produtos como CDs e DVDs continuam liderando o ranking de itens pirateados em todo o mundo, mas a atenção das autoridades se volta agora, de forma acentuada, para a falsificação de medicamentos, pelo grande risco que traz à saúde das pessoas, podendo, inclusive, matar.

Com o objetivo de debater as estratégias e os mecanismos de prevenção e  repressão a esse crime, o Instituto Brasileiro de Direito e Criminologia (IBDC) promove a partir de hoje (21), na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a 7ª Conferência  Internacional de Combate à Pirataria. O evento tem o apoio do Ministério da Justiça.

O coordenador da conferência, Ubirajara Chagas Favilla, diretor do IBDC, comentou, em entrevista à Agência Brasil, que enquanto a pirataria aumenta em todos os países, a capacitação dos agentes que atuam nessa área ainda é reduzida, mas destacou que a movimentação financeira é significativa. Para se ter uma ideia, lembrou que o tráfico de drogas movimenta  US$ 360 bilhões no mundo, de acordo com estimativas recentes. “Já a pirataria chega a US$ 1,2 trilhão, ou seja, três a quatro vezes mais que o tráfico de drogas. Já foi detectado que o dinheiro oriundo da pirataria compra armas e drogas, corrompe e, assim como  o narcotráfico,  o crime organizado, a lavagem de dinheiro, virou crime internacional”, disse Favilla.

O que ocorre, segundo ele, é que a pirataria é mais difícil de combater porque para cada item  falsificado, o agente público tem que ter uma capacitação específica. No caso de medicamentos, é preciso ter todas as informações ligadas ao setor farmacêutico. Na área de CDs e DVDs, deve-se conhecer a indústria fonográfica, formatação, o selo de segurança, entre outros quesitos. Em relação a vestuário, é necessário saber a marca, o sistema de produção, e aí entrar no mundo da confecção, "que é muito variado em termos de empresas. É muito abrangente”.

Em abril passado, a Operação Gol 14, feita pela Receita Federal, apreendeu nos portos brasileiros mais de 718 mil itens e duas toneladas de tecidos contrabandeados, avaliados em milhões de reais. O objetivo foi intensificar o combate à falsificação de produtos esportivos na fase que antecedia a Copa do Mundo de Futebol, iniciada em junho.

Há alguns anos ocorreu no Porto de Paranaguá, no Brasil, a apreensão de mais de 100 mil réplicas de plástico da pistola Smith & Wesson, de origem americana, falsificadas. O diretor do IBDC disse que o problema é que quando há uma apreensão, isso acaba envolvendo vários entes federais e estaduais, como a Receita Federal, Receita Estadual, Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, responsáveis por apurar crimes de sonegação fiscal, contrabando, descaminho. Muitas vezes, a operação envolve também o Ministério Público Federal e do estado.

A conferência internacional que começa hoje tem o objetivo de atualizar e debater temas vinculados ao combate à pirataria e, “principalmente, cobrar das autoridades competentes”, informou Favilla. Segundo ele, desde 2006, o Grupo Regional de Combate à Pirataria, criado pela Firjan, se reúne a cada dois meses. Nessas ocasião, são convidados representantes de vários órgãos para discutir temas relacionados aos prejuízos e à possível integração em operações. A meta é tentar diminuir os prejuízos e traçar ações estratégicas.

De acordo com pesquisa feita em 2010 pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) e Instituto Ipsos,  o consumo de produtos pirateados no Brasil aumentou de 48%, em 2010, para 52%, em 2011. Isso significa, em números absolutos, que cerca de 6 milhões de brasileiros que não consumiam produtos piratas em 2010 passaram a comprá-los no ano seguinte. O diretor do IBDC chamou a atenção para o fato, identificado pela pesquisa, de que 57% dos consumidores de produtos piratas pertenciam às classes sociais A e B, mostrando expansão em relação a 2010 (47%). Perfumes, óculos de sol e cigarros também fazem parte da relação de produtos pirateados que entram no Brasil em volumes elevados.


De acordo com estimativa da Receita Federal no ano passado, os prejuízos causados pelo contrabando, o descaminho e a pirataria alcançam em torno de  R$ 100 bilhões por ano no país.
Postado por Valério Bernardi

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

PSB confirma Beto Albuquerque como vice na chapa de Marina

Beto Albuquerque será o candidato a vice-presidente na chapa de Marina Silva. O deputado gaúcho (PSB-RS) deixa a candidatura ao Senado. Beto era o líder do PSB na Câmara Federal e aliado próximo de Eduardo Campos. Em nota divulgada na noite desta terça-feira, o PSB confirmou a indicação do líder da bancada na Câmara dos Deputados, Beto Albuquerque (RS). No documento, assinado pelo presidente da sigla, Roberto Amaral, o partido informa que a chapa será sacramentada em reunião da Executiva Nacional nesta quarta, às 15h, na sede em Brasília.
Amaral disse que a viúva de Eduardo Campos, Renata Campos, foi consultada sobre a possibilidade de ser a vice de Marina Silva, mas ela declinou do convite porque além de ter "compromissos familiares", ela precisa dedicar seus primeiros esforços para eleger Paulo Câmara ao governo de Pernambuco. Segundo a nota, a vitória de Câmara era um sonho que Eduardo "sempre sonhou". O presidente da sigla esteve reunido durante todo o dia em Recife com dirigentes do PSB pernambucano e hoje ouviu a cúpula do partido sobre a composição da candidatura.
No último dia 13, quando soube da morte de Eduardo Campos, o então candidato ao Senado e um dos principais líderes do PSB no Rio Grande do Sul, Beto Albuquerque, chorou. Albuquerque estava em evento da Federasul quando foi informado da tragédia. "Não acredito", disse. Para Beto, Eduardo Campos era uma das mais importantes lideranças políticas do País.


Postado por: Graciela Lavarda
Informações: Correio do povo

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Governo deixará de arrecadar R$ 840 milhões com horário eleitoral gratuito


Por: Marina Dutra
Em: http://www.contasabertas.com.br

O horário eleitoral obrigatório na verdade só é “gratuito” para os partidos políticos. A União deixará de receber R$ 840 milhões em impostos para compensar as perdas com publicidade das empresas de rádio e televisão, que são obrigadas à divulgação da propaganda partidária e eleitoral.
O benefício às emissoras que veiculam o horário eleitoral obrigatório é garantido pela legislação eleitoral (lei 9.504/2007). O valor deduzido em imposto de renda corresponde a 80% do que as empresas receberiam caso vendessem o espaço para a publicidade comercial.
Enquanto as emissoras arcam com 20% dos custos, é como se cada brasileiro pagasse, indiretamente, R$ 4,17 para receber informações sobre candidatos e partidos políticos no rádio e na tv. Desde 2002, R$ 5,2 bilhões deixaram de ser arrecadados pela União por conta das deduções fiscais, em valores correntes.
propaganda_eleitoral_07Para o diretor de Assuntos Legais da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (ABERT), Cristiano Flores, este mecanismo fiscal é indispensável, visto que, se por um lado, existe o interesse público na veiculação das propagandas eleitorais e político-partidárias, como facilitador à difusão dos projetos políticos e ideais que compõem o pluralismo político-partidário em nosso país, de outro, trata-se de legítimo direito das emissoras de radiodifusão de serem ressarcidas pelo ônus financeiro resultante da prestação dos serviços.
A isenção concedida às empresas de rádio e televisão é uma das mais altas na lista da Receita. Este ano, supera, por exemplo, os benefícios tributários com o Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (R$ 514,3 milhões). Até cinquenta por cento das doações e quarenta por cento dos patrocínios são deduzidos do imposto de renda das empresas que participam de ações e serviços de reabilitação da pessoa com deficiência, previamente aprovados pelo Ministério da Saúde.
A estimativa da Receita para a perda de arrecadação no ano é feita com base na Declaração de Informações Econômico-fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) do ano anterior. A estatística sobre a renúncia fiscal é a mais próxima a que se pode chegar, tendo em vista que se trata de um método de inferência, ou seja, impossível saber o número exato. Dados definitivos são somente aqueles de arrecadação, quando os impostos realmente foram recolhidos.
Para o cientista político da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Valeriano Mendes, embora o horário eleitoral gratuito seja hoje o elemento mais importante na campanha eleitoral, os gastos com esse tipo de propaganda precisam ser mais transparentes.
“As formas como as campanhas são financiadas e anunciadas precisam ser discutidas. É preciso deixar claro o custo em termos de impostos, se é possível ou não simplesmente não isentar as empresas pela concessão do horário eleitoral, pois os partidos já são beneficiados de outras formas, por meio dos repasses ao fundo partidário, por exemplo”, aponta Mendes.
Maioria das empresas de radiodifusão não tem compensação fiscal
De acordo com a Abert, as microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições (Simples Nacional), que correspondem a 85% da radiodifusão brasileira (em sua imensa maioria rádios), estão impedidas de obter a compensação fiscal prevista em lei.
Isto porque, desde 2010, aguarda-se que o Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) estabeleça os critérios para exercício da compensação às empresas optantes pelo Simples Nacional, na forma determinada pelo § 3º do art. 99 da Lei n. 9.504/97 (Lei Eleitoral).
“A ausência desta regulamentação tem prejudicado milhares de emissoras de pequeno porte que vêm suportando integralmente os custos das transmissões das propagandas político-partidárias e eleitorais”, explica a Asssociação.
No inicio deste ano, a Abert obteve decisão liminar favorável, concedida pela juíza federal Cristiane Pederzolli Rentzsch, da 16ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, que determinou ao Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) o estabelecimento dos critérios para exercício da dedução autorizada e prevista pelo § 3º, do art. 99 da Lei n. 9.504/97.
“Aguardamos esta regulamentação que, nada mais é, do que se fazer justiça às emissoras que cumprem seu compromisso legal de veicular os programas político-partidários, contribuindo para o fortalecimento da nossa democracia”,completa Cristiano Flores.